QUEM SOMOS

QUEM SOMOS?

INVENTÁRIO DE A.A. NO BRASIL

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QUEM SOMOS?

Entre 1º de Julho e 30 de Novembro de 2018, membros e grupos de A.A. puderam, livremente responder questionários específicos, no Site Oficial da Irmandade.

Grupos e membros de A.A. sem acesso à Internet, ou sem experiência em meios virtuais foram eventualmente socorridos por companheiros mais experientes para poderem, também, participar. Nas últimas semanas de novembro recebemos dezenas de questionários impressos pelo correio, digitando, nós mesmos, as respostas.

Com ações em todo país, consideramos que a adesão ao Inventário foi ótima em todas as regiões e Unidades da Federação, levando-nos a expressar nossa gratidão a todos, pelo empenho e entusiasmo, em busca de ampliar essa adesão ao máximo, até o último minuto.

Com base nas 5.828 respostas dos membros, poderíamos dizer que A.A., hoje, no Brasil, está composta predominantemente por homens (86%) com mais de 40 anos de idade (85%), casados (62%). Não temos, ainda, como avaliar se esses percentuais estão aumentado ou diminuindo, mas podemos compará-los com outros países. Nos EUA e Canadá, por exemplo, apenas 74% dos Aas possuem mais de 40 anos, os casados são minoria (41%) e os homens não passam de 62%.

Temos boa variação de ocupações profissionais, embora com certo predomínio de aposentados (32%) em comparação com EUA e Canadá (19%). Há espaço para crescermos em inúmeras áreas e profissões, como professores, estudantes e profissionais de saúde, que nos EUA e Canadá somam 12% e aqui atingem somente 5,5%.

Os dados indicam que a grande maioria começou a beber na infância e adolescência (71%), enquanto mais de 40% possuem outros problemas além do álcool – tais como outras drogas lícitas e ilícitas (38%), além de tabaco, sexo, comida ou compras (42%). Estes números apontam a importância de refletirmos sobre a necessidade de nos tolerarmos e apoiarmos mutuamente.

Quanto à abstinência contínua, com mais de 5 anos de sobriedade (63%), diante de apenas 36% com menos tempos.

Nos EUA / Canadá, a presença de novos é bem mais expressiva: mais da metade (51%) tem menos de 5 anos, sendo 27% abaixo de um ano, ante 15% no Brasil. Estes dados também merecem nossa reflexão, principalmente porque veteranos são presente e o passado da Irmandade, enquanto recém-chegados representam o presente e o futuro de A.A.

Também ressaltamos um dado que demonstra a força do programa de A.A. e nossa fé nos Legados de Recuperação, Unidade e Serviço: 68% dos participantes não tiveram qualquer recaída, enquanto 15% recaíram apenas uma vez. Para efeito comparativo, na Espanha estes percentuais foram de 59% e 19%, respectivamente, em 2012 – data do último censo.

Nas páginas seguintes há muito mais sobre o Inventário, que foi considerado necessário por 95% dos membros e 98% dos grupos participantes. Esperamos que sirva como fonte de informação sobre o funcionamento de A.A. no Brasil; como injeção de entusiasmo; fator de esclarecimento e orientação nas atividades de nossos membros, grupos, distritos, áreas e estrutura nacional, inspirando ações individuais e coletivas tanto dentro quanto fora da Irmandade.

JUNAAB

Fonte: Texto copilado da Revista Vivência Ano 34 – Número 1 – Jan/Fev/2019 – Edição 177 – Paginas: 10 – 11

PARA ANALISAR O INVENTÁRIO

Para melhor compreensão dos resultados, será importante lembrar que:

Os participantes formam o que chamamos de amostra aleatória – ou seja, não são proporcionalmente representativos do universo de membros e grupos de A.A. existentes, hoje, no Brasil.

Por exemplo, podemos supor que a maior parte dos que responderam os questionários tem acesso e familiaridade com a internet, e são servidores em A.A. Assim, os resultados refletem estas características.

Além disso, trata-se de informações sobre uma realidade em constante mudança; assim, por exemplo, em 30/11 – data do término da coleta –a irmandade já não está rigorosamente como estava em julho, quando começamos o inventário.

Também, por ser nossa primeira coleta, não temos como avaliar tendências, saber se nossos números estão aumentando ou diminuindo. Apenas levantamentos futuros, se aprovados, irão revelar esses movimentos.

Portanto, os resultados não devem ser tomados como retrato fiel de A.A. em nosso país, mas apenas um desenho aproximado. Mesmo assim, são informações inéditas, ricas, preciosas dentro e fora de A.A.

No caso dos grupos, só no andar da carruagem ficou claro que seria crucial a participação de todos os que constam do Cadastro Nacional, e que o ideal teria sido fazer a coleta em outro momento, separado da coleta dos membros. Contudo, também consideramos os resultados como um maravilhoso ponto de partida e de aprendizados.

Quando foi possível, comparamos nossos resultados com os do censo mais recente realizado por A.A. nos Estados Unidos / Canadá (em 2014) e, na pergunta sobre recaídas, com o censo Espanhol (de 2012).

Fonte: Texto copilado da Revista Vivência Ano 34 – Número 1 – Jan/Fev/2019 – Edição 177 – Pagina: 13

IDADE dos membros

85% doas participantes têm 41 anos ou mais de idade, enquanto 15% têm até 40 anos e 1% são jovens com até 24 anos.

Nosso percentual de membros muito jovens (1% têm até 24 anos de idade) é até próximo do encontrado nos EUA/Canadá (1% até 21 anos). Porém, quando agrupamos os percentuais até 30 anos de idade, temos apenas 3% de adultos jovens no Brasil, ante 12% nos EUA/Canadá.

Em contraste, sabemos que o acesso à bebida alcoólica tem ocorrido em idade cada vez mais precoce em nosso país. Milhões de meninos e meninas mal chegados à puberdade experimentam e passam a ingerir álcool, antecipando o desenvolvimento do alcoolismo naqueles e naquelas que têm predisposição para a doença.

O livro Alcoólicos Anônimos orienta-nos sobre como alcançar estes alcoólicos jovens, que talvez mal passem de alcoólicos em potencial. Assim, os resultados abaixo apontam uma clara direção para nosso trabalho com os outros, convidando-nos a aperfeiçoar atitudes, linguagens e práticas, à luz do princípio de atração, para estender a mão de A.A. a quem já queria parar de beber, evitando, talvez, décadas de sofrimento.

BRASIL: IDADE DOS MEMBROS

1% Até 24 anos

2% 25 a 30 anos

12% 31 a 40 anos

20% 41 a 50 anos

33% 51 a 60 anos

24% 51 a 60 anos

24% 61 a 70 anos

8% mais de 70 anos

EUA / CANADÁ: IDADE DOS MEMBROS

1% menor de 21 anos

11% 21 a 30 anos

14% 31 a 40 anos

21% 41 a 50 anos

28% 51 a 60 anos

18% 61 a 70 anos

7% mais de 70 anos

A idade média dos membros é de 50 anos

Fonte: Texto copilado da Revista Vivência Ano 34 – Número 1 – Jan/Fev/2019 – Edição 177 – Paginas: 12 – 13

GÊNERO

Entre os participantes, a média foi de uma mulher para cada 9 homens na Irmandade.

Aqui, a comparação com EUA/Canadá também mostra relevante diferença: 62% e 38%, respectivamente. Ou seja, para cada mulher AA brasileira, há quase três nos grupos norte-americanos e canadenses, indicando que, também aqui temos muito a fazer por meio da cooperação com profissionais, instituições, imprensa, mídia e comunidade.

Nossa literatura alerta-nos sobre os diferentes perfis das mulheres alcoólicas: existem as que bebem por convenção social, no cotidiano da vida profissional ou na invisibilidade do lar, enquanto marido e filhos estão fora de casa, seja em grandes cidades ou na zona rural.

Já a ciência diz-nos que mulheres têm seus corpos e mentes destruídos mais rapidamente do que homens alcoólicos, por causa de características bioquímicas próprias.

Assim, como sociedade de alcoólicos em ação, composta por homens e mulheres gratos por nossas vidas resgatadas, podemos melhorar muito a presença feminina em nossos grupos, se nos dedicarmos a trabalhar intensivamente com alcoólicas que desejam parar de beber.

BRASIL

87% Homens

13% Mulheres

EUA / CANADÁ

62% Homens

38% Mulheres

Fonte: Texto copilado da Revista Vivência Ano 34 – Número 1 – Jan/Fev/2019 – Edição 177 – Pagina: 14

Situação CONJUGAL

A maioria (62%) é de casados ou em união estável

Observamos ínfima presença de Aas solteiros em nosso país: menos de 18%, ante 32% nos EUA/Canadá, em contraste com forte presença de Aas casados ou vivendo com alguém: 62%, ante apenas 41% nos EUA/Canadá.

O Décimo Segundo Passo alerta-nos sobre aqueles membros que, por múltiplas razões, não constituem família, sentindo-se “sozinhos, magoados e excluídos ao perceberem tanta felicidade conjugal ao seu redor”, afirmando que A.A. pode oferecer-lhes “um ambiente de bem-estar igualmente válido e duradouro”, num aconchegante círculo de amigos, dedicando-se a atividades que, por sua natureza seriam inviáveis para os casados, “prestando relevantes serviços em A.A. e recebendo, em compensação, alegria incomensurável”.

Resta-nos perguntar se, em nossos grupos, temos dado a devida atenção à construção de tal ambiente, oferecendo oportunidade de envolvimento, participação e convivência significativos para membros solteiros e/ou solitários.

BRASIL

18% Solteiros

62% Casados ou em união estável

15% Separados ou divorciados

5% Têm outra condição

EUA / CANADÁ

32% Solteiros

41% Casados ou em união estável

21% Separados ou divorciados

6% Têm outra condição

Fonte: Texto copilado da Revista Vivência Ano 34 – Número 1 – Jan/Fev/2019 – Edição 177 – Pagina: 15

OCUPAÇÃO

Temos mais aposentados e menos estudantes Aas do que os EUA e Canadá

Notamos boa diversidade de ocupações, porém, o percentual de Aas brasileiros aposentados (32%) é alto em comparação com os EUA/Canadá (19%) – o que se explica, em parte, pela presença majoritária de membros com mais de 51 anos de idade. Estudantes são raros entre nós (apenas 0,5%, ante 2% norte americanos / canadenses).

Outros números indicam pouca presença relativa de A.A. em determinadas áreas e profissões, o que também revela oportunidades para o trabalho com os outros nos grupos, distritos e áreas.

32% Aposentados

12% Outros

11% Autônomos

7% Profissional liberal

5% Desempregados

5% Prestador de serviços

4% Técnicos

4% Gerentes/administradores

4% Vendedores

3% Operários

3% Motoristas

3% Profissionais de Saúde

3% Professores

2% Do lar

0,5% Estudantes

1,5% Outros

Fonte: Texto copilado da Revista Vivência Ano 34 – Número 1 – Jan/Fev/2019 – Edição 177 – Pagina: 16

Quando COMEÇARAM A BEBER

Os dados confirmam o que ouvimos nas reuniões

Mais de 70% dos participantes começaram a beber na infância ou adolescência, percentual que aumenta para 88% se incluirmos a faixa etária dos 18 aos 20 anos.

Cabe lembrar que, no Brasil dos anos 1940 a 1960, quando a maior parte dos participantes do Inventário experimentou o álcool, pouco ou nada se falava sobre alcoolismo como doença – pelo contrário, em nossos sertões e periferias a bebida era usada como remédio para inúmeros males, de dor de dente a corações partidos! Por outro lado, Alcoólicos Anônimos iniciou suas atividades por aqui em 1947, mas com poucos grupos e praticamente nenhuma visibilidade pública.

Felizmente, tal realidade vem mudando. E sempre podemos passar adiante nossa mensagem de modo mais eficaz para a população em geral, a fim de que as crianças e adolescentes possam, se assim o quiserem, evitar anos ou décadas de sofrimento.

15% com menos de 12 anos

56% com 13 a 17 anos

17% com 18 a 20 anos

9% com 21 a 30 anos

2% com 31 a 40 anos

1% com 41 anos ou mais

Fonte: Texto copilado da Revista Vivência Ano 34 – Número 1 – Jan/Fev/2019 – Edição 177 – Pagina: 17

Outros problemas ALÉM DO ÁLCOOL

Um aspecto tão antigo e relevante que gerou a publicação de Literatura Oficial Específica.

42% declararam outras dependências (tabaco, comida, jogo, sexo, internet etc)

38% declararam dependência de outras drogas

15% participam de outras Irmandades de Doze Passos

A leitura dos folhetos O Membro de A.A., Medicamentos e outras drogas, e Outros problemas além do álcool poderá ser esclarecedora sobre como lidarmos melhor com essa realidade, dentro de nossos grupos e em nossas ações externas.

O problema da dependência cruzada – ou seja, outras dependências além do álcool – está presente em A.A. desde o tempo dos cofundadores. O próprio Dr. Bob tornou-se compulsivo por sedativos por ocasião da Lei Seca nos Estados Unidos (Ver matéria do CAHist publicada na Revista Vivência Ano 34 – Número 1 – Jan/Fev/2019 – Edição 177 – Pagina: 36)

Assim, esclarecimento e constante apadrinhamento são necessários, pois atitudes de intolerância no grupo podem afetar nossa unidade – pior que isso, podem representar uma condenação à miséria, loucura ou morte prematura de alguém que chega até nós. Daí a importância de praticarmos os princípios sugeridos, que nossa gratidão ao programa de A.A. se expresse sob a forma de um adequado acolhimento – dentre muitas outras formas!

Fonte: Texto copilado da Revista Vivência Ano 34 – Número 1 – Jan/Fev/2019 – Edição 177 – Pagina: 18

TEMPO DE ABSTINÊNCIA contínua de álcool

Boas novas para fortalecer o apadrinhamento e a informação ao público

Notamos que, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos / Canadá, há grande distribuição dos tempos de abstinência contínua da bebida.

Entretanto, lá a quantidade de sóbrios  há até 5 anos (51%) é quase igual à dos sóbrios há mais tempo (49%), enquanto no Brasil essa relação é de 36% para 64%, indicando menor permanência dos mais novatos.

Diante destes números podemos nos perguntar-se há algo mais que possamos fazer, em cada grupo, para que os recém-chegados permaneçam conosco.

BRASIL

15% sóbrios há menos de 01 ano

21% sóbrios de 01 a 05 anos

12% sóbrios de 05 a 10 anos

23% sóbrios de 10 a 20 anos

29% sóbrios há mais de 20 anos

EUA / CANADÁ

27% sóbrios há menos de 01 ano

24% sóbrios de 01 a 05 anos

13% sóbrios de 05 a 10 anos

14% sóbrios de 10 a 2º anos

22% sóbrios há mais de 20 anos

Fonte: Texto copilado da Revista Vivência Ano 34 – Número 1 – Jan/Fev/2019 – Edição 177 – Pagina: 19

RECAÍDAS

Aqui estão informações que poderão interessar muito aos profissionais e à sociedade como um todo

Estes números mostram a força dos Legados de Recuperação, Unidade e Serviço em nosso país, como também do compartilhamento de experiências, forças e esperanças realizado nas reuniões, além do apadrinhamento e estudo da literatura.

Por outro lado, não podemos conservar o que alcançamos sem passar adiante graciosamente, o que de graça recebemos, em todas as nossas atividades. Nosso maior patrimônio, a sobriedade, pode e precisa ser transformada em ação, dentro e fora de A.A. – o que é, também, uma forma de afastar recaídas.

68% não tiveram recaídas

15% tiveram uma recaída

5% tiveram 2 recaídas

12% tiveram mais de duas

Fonte: Texto copilado da Revista Vivência Ano 34 – Número 1 – Jan/Fev/2019 – Edição 177 – Pagina: 20

COMO CHEGARAM em A.A.

As portas abertas do grupo são apenas uma das muitas portas de entrada em A.A.

Os números abaixo revelam que, a grosso modo, um terço dos participantes (34%) foi abordado por outros membros, outro terço (34%) por familiares, amigos ou profissionais, enquanto quase um terço (32%) chegou a Alcoólicos Anônimos por conta própria ou outros meios.

Com o passar do tempo, as portas de entrada de A.A. têm-se multiplicado: revista Vivência, literatura oficial, nossos sites, sentenças judiciais, grupos de apoio em prisões masculinas e femininas, o robô Amigo Anônimo, nosso canal no Youtube, reportagens em rádio, tevê e nos meios virtuais, além do trabalho com os outros.

Será que, como membros, conhecemos todas as ferramentas atualmente disponíveis para melhor praticarmos o Décimo Segundo Passo?

34% abordados por outro membro de A.A.

23% abordados por familiares ou amigos

11% chegaram por conta própria

11% abordados por profissionais

21% afirmaram ter chegado de outras formas

3% Matérias de TV, rádio, jornal ou revista

2% Internet

2% abordados por religiosos

1% abordados por chefes

13% outras formas

Fonte: Texto copilado da Revista Vivência Ano 34 – Número 1 – Jan/Fev/2019 – Edição 177 – Pagina: 21

Fatores que motivaram a CHEGADA EM A.A.

Estes percentuais podem ser fatores de atração para quem ainda sofre

É comum ouvirmos, nas reuniões, a frase cheguei pela dor. Os números abaixo confirmam a predominância, em nossos grupos, de alcoólicos que chegaram pressionados pelas graves e dolorosas consequências da doença.

Ou seja, quase não temos membros que, ao chegarem em A.A., “ainda mantinham sua saúde, suas famílias, seus empregos, e até dois carros na garagem”. O texto do Primeiro Passo conta-nos que os primeiros Aas fizeram para atrair essas pessoas: “Obviamente, era necessário elevar o fundo que nós outros havíamos atingido para o ponto em que esse fundo os atingisse”; mostrando-lhes que, “anos antes de reconhecê-lo, já havíamos perdido o controle”.

Como narramos nosso início no alcoolismo perante os recém-chegados, especialmente os jovens? O texto do Primeiro Passo sugere que uma comunicação eficiente e consciente da nossa parte, nesse ponto, pode ser essencial para que “muitos alcoólicos jovens, que mal passam de alcoólicos em potencial” identifiquem-se com a negação que nos impediu, em nossa juventude, de “evitar os últimos dez ou quinze anos de puro inferno” pelo qual tivemos de passar até admitir nossa derrota completa, reconhecendo que nunca podemos nem poderemos beber moderadamente.

43% pressões familiares

34% problemas de saúde

27% problemas no trabalho

13% ideias suicidas

6% problemas judiciais

Fonte: Texto copilado da Revista Vivência Ano 34 – Número 1 – Jan/Fev/2019 – Edição 177 – Pagina: 22

PARTICIPAÇÃO em A.A.

A Irmandade oferece muitos meios para satisfazer a necessidade espiritual de fazer parte

Nos EUA / Canadá, 86% dos membros declaram pertencer a um grupo, com frequência média de 2,5 reuniões semanais. No Brasil, 94% afirma pertencer a um grupo, com grande participação nos serviços. Isso ajuda a explicar, em nosso entendimento, os longos tempos de abstinência mostrados na página 19, e as baixas ocorrências  de recaídas, na página 20.

Quanto ao apadrinhamento, nossa  pergunta precisa ser melhorada, pois deixou dúvida se as respostas refletem o entendimento do padrinho como alguém que entrega fichas por tempo de sobriedade – enquanto o que pretendíamos avaliar era o apadrinhamento pessoal e contínuo sugerido na literatura de A.A.

Nesse aspecto, um dado interessante do censo EUA / Canadá é que 74% dos membros já tinham apadrinhamento pessoal e contínuo em seus primeiros 90 dias na Irmandade.

94% pertencem a um grupo base

76% frequentam, no mínimo duas reuniões por semana

83% têm um padrinho ou madrinha

82% já prestaram algum serviço no grupo base, por mais simples que seja

45% já prestaram serviço no distrito, área ou na estrutura nacional

Fonte: Texto copilado da Revista Vivência Ano 34 – Número 1 – Jan/Fev/2019 – Edição 177 – Pagina: 23

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