GRUPO BASE Fonte: Revista Vivência Ano 34 – Número 1 Janeiro – Fevereiro/2019 – Edição 177 Visite-nos em: www.revistavivencia.org.br

Grupos de A.A. no Brasil

As respostas dos Grupos – de todos os Estados e Regiões do País – ao inventário mostraram pontos fortes e outros que merecem especial atenção.

SERVIDORES ELEITOS:

 

86% têm coordenador.

91% têm RSG e tesoureiro.

70% têm secretário.

60% têm coordenador de CTO.

26% têm Representante da Vivência.

 

ATIVIDADES OFERECIDAS AOS MEMBROS E À COMUNIDADE:

 

94% divulgam sua existência na comunidade.

96% participam de um distrito de A.A.

92% estão associados a uma área de A.A.

91% realizam reuniões abertas.

69% realizam reunião de serviço.

46% realizam reuniões de literatura.

37% oferecem reuniões fechadas.

18% organizam reuniões de informação ao público.

10% fazem inventário de grupo.

9% oferecem reuniões sobre a Vivência.

0,2% oferecem reuniões para mulheres Aas.

 

PORTAS ABERTAS:

 

29% oferecem apenas uma reunião semanal.

28% mantêm duas reuniões semanais.

21% abrem três vezes por semana.

22% oferecem, no mínimo, 04 reuniões por semana, podendo chegar a mais de uma por dia.

 

COMO OS GRUPOS USAM A LITERATURA:

 

97% expõem a literatura oficial de A.A.

40% dispõem de literatura para aquisição.

 

CONHECIMENTO DOS RECURSOS DE A.A. NO BRASIL:

 

69% afirmam conhecer e divulgar o site oficial da irmandade.

66% não conhecem nem divulgam a Loja Virtual de A.A.

60% não conhecem nem divulgam o robô Amigo Anônimo.

 

FREQUÊNCIA ÀS REUNIÕES:

 

52% têm, em média, 4 a 10 membros por reunião.

37% contam com a 11 a 20 membros por reunião.

7% possuem frequência média acima de 21 membros.

4% têm apenas 3 participantes ou menos por reunião, em média.

 

LOCAIS DE REUNIÃO:

 

40% estão sediados em locais cedidos por instituições religiosas.

33% alugam salas comerciais.

3% em salas cedidas por instituição de saúde.

5% têm outros tipos de solução.

Obs.: 10 grupos funcionam em casas de membros.

 

CONTRIBUIÇÕES À IRMANDADE COMO UM TODO:

 

66% contribui regularmente para a JUNAAB, áreas e escritórios locais.

94% contribuem regularmente com as finanças do distrito (que, em geral, não têm despesas fixas legais, nem elevadas).

89% costumam adquirir o Relatório Anual da Conferência, para ajudar a custear o evento de serviço que reúne a consciência coletiva de A.A. em nível nacional.

80% enviam a tradicional Sacola da Gratidão à JUNAAB em novembro.

Dentre os grupos que não contribuem regularmente com a JUNAABA, apenas 40% planejam passar a contribuir. Os demais não pretendem fazê-lo, ou consideram sua arrecadação insuficiente para essa responsabilidade.

87% dos grupos – e também dos membros individualmente – não costumam enviar uma contribuição espontânea à JUNAAB por ocasião do seu aniversário de funcionamento.

 

ETNIAS:

 

96% têm membros brancos.

91% possuem membros afrodescendentes.

09% possuem membros orientais e/ou das nossas etnias indígenas.

23% contam com membros de outras etnias.

 

Fonte: Texto copilado da Revista Vivência Ano 34 – Número 1 – Jan/Fev/2019 – Edição 177 – Paginas: 28 – 29

 

 

 

A cada dois anos, mais um grupo na comunidade!

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Resultados incríveis podem ser alcançados quando alguns alcoólicos sóbrios se dispõem a agir, com ajuda de não alcoólicos, à luz dos princípios de A.A. e de um poder superior a si mesmos!

A mensagem chegou, primeiramente, para minha mãe. Mães costumam conhecer as necessidades dos filhos – a minha, ao ficar sabendo sobre Alcoólicos Anônimos, passou a falar em meu ouvido que só tinha uma saída: ir a um grupo de A.A.!

Eu sabia que minhas bebedeiras não eram normais, mas minha resposta era sempre a mesma: não preciso. Por dentro, porém, eu sabia da minha real necessidade, assim, numa noite fria, com forte chuvisco, senti aquela vontade de saber e me achegar a um grupo. Tal como um despertar espiritual, eu disse a ela – que estava sentada junto à mesa da cozinha:  mamãe, hoje vou a uma reunião de Alcoólicos Anônimos. Visivelmente feliz, ela deu um pulo da cadeira e disse, vou com você! Isto, porém, feriu meu brio de homem, mexeu com meu ego; no ato, respondi que não iria mais; não iria e pronto!Então, um Poder Superior a mim mesmo tocou-me e resolvi ir, mesmo junto com minha mãe, mesmo naquela noite chuvosa. Fui parando pelos caminhos, regateando, dizendo que iria outro dia. Persistente, minha mãe não abriu mão: vamos, meu filho!

Para completar, quando cheguei ao endereço, já querendo voltar, transtornado pela ideia do alcoolismo, não querendo dar o braço a torcer, encontrei na porta, uma religiosa que me abraçou, dizendo: não se preocupe, entre, é com outras pessoas que você vai tratar, há outras pessoas, eu só tomo conta do salão.

Disseram-me que eu era a pessoa mais importante naquela noite, seja muito bem vindo! Começaram a compartilhar suas experiências comigo. Eu estava calado, magoado por estar ali empurrado por minha mãe. Mas, a cada depoimento, tudo aquilo me tocava um pouquinho mais. Fui me encolhendo na cadeira enquanto foi se abrindo em mim algo diferente, uma visão inexplicável, uma força que, até então, eu nunca pudera sentir e que, graças a um Poder Superior, permanece comigo até hoje.

Cheguei à Irmandade naquele dia – 15 de fevereiro de 1985. O grupo só tinha três companheiros. Funcionava numa salinha atrás da igreja. A religiosa à porta era Irmã Verônica, da Ordem Franciscana. Amiga de A.A. que há 33 anos ajuda-nos a passar adiante a mensagem em nossa cidade.

Tornei-me o quarto membro do grupo. Os companheiros que me receberam foram embora alguns anos depois. Comunicamo-nos durante algum tempo, até perdermos contato. Quanto à Irmã Verônica, passou sua vida trabalhando em abordagens e ajudando a organizar uma área de A.A. em nossa região.

Considero que levei três anos para começar a entender a maravilha que é o programa de A.A. Minha participação deu-me entendimento dos princípios da Irmandade, afetando positivamente minha recuperação.

Continuei trabalhando como cantor e animador de publicidade nas ruas, o que levava minha família a temer uma recaída. Mas, por graça de um Poder Superior, segui praticando nossos Três Legados.

Junto com meus novos companheiros e a Irmã Verônica, passamos a expandir os pontos de reunião e de ação na comunidade. Com apoio e cooperação com a paróquia local, chegamos, atualmente, à existência de onze grupos de A.A. na região. Iniciamos um novo grupo a cada dois anos, continuando a discutir harmonicamente como cada grupo pode contribuir para contarmos com mais um ponto de reuniões; como chegaremos ainda mais perto daquele que necessita.

Um aprendizado que fiz nesta empreitada foi que um grupo de A.A. é um grupo de A.A., não importa seu tamanho, mas sim a disposição de seus membros em passar adiante a mensagem. Cada grupo é muito mais que aquele espaço de reuniões acanhado, simples, onde dois ou três partilham suas boas novas. Nunca pensamos em termos de grupo pequeno; pensamos nos harmônicos princípios da maravilhosa Irmandade de A.A., sempre estendendo nossas mãos e buscando a orientação de um Poder Superior em nossa caminhada.

 

Anônimo, Cruzeiro do Sul, AC

 

Fonte: Texto copilado da Revista Vivência Ano 34 – Número 1 – Jan/Fev/2019 – Edição 177 – Paginas: 30 – 31

 

 

DISCUSSÃO EM GRUPO

 

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  1. Como podemos apadrinhar e manter servidores ativos do grupo, incluindo um coordenador de CTO e um representante da Vivência?
  2. Por que e como podemos nos organizar para um estudo regular da literatura de A.A. e da Vivência? Como oferecer a incentivar a aquisição da literatura e da revista, dentro e fora do grupo?
  3. Podemos oferecer mais reuniões em nosso grupo, incluindo outros tipos de reunião previsto no livreto O Grupo de A.A. … onde tudo começa?
  4. De que forma podemos divulgar – dentro e fora do grupo – o site oficial de A.A., a loja virtual, o site da Vivência e o robô Amigo Anônimo no Facebook?
  5. Os demais resultados do inventário publicado nesta edição podem inspirar outras ações em nosso grupo, a partir deste ano? Quais?

 

 

Fonte: Texto copilado da Revista Vivência Ano 34 – Número 1 – Jan/Fev/2019 – Edição 177 – Pagina: 29

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