A LINGUAGEM DO CORAÇÃO

O escritório onde trabalho está situado em uma colina de trás de nossa casa. Ao olhar o vale, posso ver a casa da vila comunitária em que se reúne o nosso Grupo local. Mais além da linha de horizonte, encontra-se o universo de A. A. : 8.000 Grupos, um quarto de milhão dos nossos. Como chegou o A. A. a ser o que é em 25 anos? E deste ponto, para onde vamos?
Muitas vezes posso sentir o significado do fenômeno de Alcoólicos Anônimos, mas não posso nem sequer começar a compreendê-lo. Por exemplo, por que nesse preciso ponto da história Deus decidiu comunicar a tantos de nós sua graça curadora?

Quem pode dizer o que esta comunicação tão misteriosa e tão prática – realmente é? Só nos é possível nos dar conta de uma parte do que temos recebido e do que significou para cada um de nós.
Ocorre-me que todo aspecto deste desenvolvimento global pode relacionar-se com uma só palavra essencial. Essa palavra é comunicação. A comunicação que tivemos entre nós, com o mundo ao nosso redor e com Deus, nos salvou a vida.
Desde o começo a comunicação de A. A. não foi uma mera transmissão de ideais e atitudes úteis. Tem sido uma comunicação extraordinária e às vezes singular. Em virtude da afinidade que temos pelo nosso sofrimento comum e devido a que nos meios comuns de nossa libertação só nos dão resultados quando os compartilhamos constantemente com outros, nossas vias de comunicação sempre estiveram cheias de linguagem do coração. E o que isso significa? Vamos ver se posso comunicar-lhes algo do que significa para mim.
Em primeiro lugar, me lembro do meu médico, William Duncan Silkworth, e de como ele durante os últimos anos angustiantes do meu alcoolismo, me atendia utilizando a linguagem do coração. No amor estava seu poder mágico e pelo amor obteve este milagre: comunicar à mente nebulosa do bêbado, o fato de que se encontrava na presença de alguém que o compreendia e que carinhosamente e sem limites, se preocupava com seu bem estar. Era um homem que comprazer nos acompanhava andando pelo trecho mias inclinado e rochoso de nosso caminho e, se fosse necessário (como muitas vezes o era), inclusive até o fim do caminho. Naquela época, já havia tentado ajudar a mais de vinte mil bêbados e, em quase todos os casos, tinha fracassado. Somente em raras ocasiões, nesta experiência lúgubre de futilidade, brilhou a luz de uma autêntica recuperação. As pessoas se perguntavam como ele podia ser tão perseverante, como podia continuar acreditando na possibilidade de ajudar aos alcoólicos crônicos. Não obstante, continuava acreditando, com uma fé que nunca vacilava. Seguia dizendo: “Um dia encontraremos a solução”.
Já havia formado algumas ideias a respeito do que afetava aos bêbados: tinham uma obsessão por beber, uma autêntica loucura destruidora. Ao observar que os corpos dos bêbados já não podiam aguentar o álcool, o doutro chamava a esta condição de alergia. Sua obsessão os fazia beber e sua alergia servia como garantia de que se tornariam loucos ou morreriam se continuassem bebendo. Assim, formulando em termos modernos, tínhamos o dilema perene do alcoolismo. O doutor sabia que a única solução se encontrava na abstinência total. Mas como consegui-la? Se pudesse conhecer e compreender melhor os bêbados e assim identificar-se melhor com eles, talvez a mensagem informativa que tinha que comunicar-lhes poderia chegar a essas estranhas cavernas da mente nas quais estava arraigada a cega obsessão por beber.
Assim prosseguia seus trabalhos, o médico que amava aos bêbados, sempre com a esperança de que seu próximo caso se revelaria, de uma forma ou de outra, uma nova parte da solução. Quando cheguei a consultar-me com ele, seus mais recentes conceitos, tinham começado a dar resultado ligeiramente promissores. Portanto, sentia-se alentado e se pôs a atacar o meu caso com entusiasmo e otimismo de um médico jovem frente a seu primeiro caso crítico. Disse-me o quanto era infernal a enfermidade do alcoolismo e por que. Não me prometeu nada e não tentou ocultar-me o baixo índice de recuperação. Pela primeira vez, vi e senti meu problema em toda a sua gravidade. Também pela primeira vez, descobri que era um homem enfermo, emocional e fisicamente. Como todos os Aas o sabem hoje em dia, este descobrimento pode provocar-nos um tremendo alívio. Já não tinha que considerar-me como um tonto ou como um pusilânime.
(Obs.: pusilânime: pessoa desanimada com pouca energia – covarde – medrosa)
Esta nova revelação, mais o relato do médico de umas quantas de suas boas recuperações, produziram em mim um vislumbre de esperança. Mas sobretudo, minha confiança estava baseada na compreensão, o interesse e o afeto que ele tão generosamente me demonstrava. Já não estava só com meu problema. Ele e eu juntos poderíamos trabalhar para remediá-lo. Apesar de uma recaídas bastante desencorajadoras, durante muito tempo, eu acreditei que podíamos fazê-lo. E ele acreditava também.
Mas finalmente, chegou a hora em que ele se deu conta de que eu não iria figurar entre as suas afortunadas exceções. Ele ia ter que acompanhar a mim e a minha esposa, Lois, enquanto atravessássemos esse último degrau de meu caminho de alcoólico. Muito caracteristicamente, encontrou força para dizer-nos, comedida e francamente, a pura verdade. Pelos meus recursos, nem com a ajuda do dele, nem por outro meio que ele soubesse, eu poderia deixar de beber; no espaço de um ano, talvez, teriam me internado em um manicômio, ou eu teria sofrido uma grave lesão cerebral ou estaria morto.
Se outro ser humano houvesse me proferido esse veredicto, eu não poderia aceitá-lo. Como ele me o havia dado, falando a linguagem do coração, eu podia reconhecer a verdade que me havia exposto. Mas era uma verdade espantosa e desesperadora. Falou-me em nome da ciência, a qual eu tinha profundo respeito; e parecia que a ciência havia me condenado. Quem senão ele poderia ter me convencido deste princípio indispensável do qual depende toda recuperação? Tenho graves dúvidas de que outra pessoa pudesse tê-lo feito.
Hoje em dia, todo membro de A. A. inculca em cada um de seus afilhados exatamente o que o Dr. Silkworth conseguiu infundir com tanta contundência em mim. Sabemos que é necessário que o recém chegado tenha atingido o fundo; caso contrário, não podemos esperar grandes resultados. Em virtude de sermos “bêbados que o compreendemos”, podemos nos valer desse quebra nozes de obsessão mais alergia como um instrumento de potência suficiente para aniquilar seu ego a fundo. Somente assim, ele ficará convencido de que, contando com seus próprios recursos, sem nenhuma outra ajuda, tem muito pouca possibilidade, ou nenhuma, se sobreviver.
Encontrava-me precisamente nesse estado de colapso interno quando, em novembro de 1934, tive a visita de Ebby, um velho amigo meu, um alcoólico e meu futuro padrinho. Por quê para ele era possível tocar-me em áreas que nem sequer o Dr. Silkworth podia tocar?
Pois, primeiro, eu já sabia que ele era um caso sem esperança como eu. Nesse mesmo ano, em data anterior, fiquei sabendo que ele também havia sido candidato para o manicômio. Não obstante, o tinha ali na minha frente, sóbrio e livre. E a sua faculdade de comunicação já era tão impressionante que, em poucos minutos, podia convencer-me de que se sentia sinceramente libertado de sua obsessão por beber. Simbolizava uma coisa muita distinta de uma mera intenção de abster-se, a duras penas, da bebida. Assim que, ele me apresentava uma espécie de comunicação e de evidência que nem sequer o Dr. Silkworth podia oferecer-me. Era a questão de um alcoólico que estava falando com outro nisso estava a verdadeira esperança.
Ebby contou-me a sua história, pintando cuidadosamente e detalhadamente suas experiências de bebedor nos últimos anos. Assim vinculava-me ainda mais com ele. Sem sombra de dúvida, eu sabia que ele havia vivido nesse mundo estranho desesperado em que eu ainda me encontrava. Desta maneira logrei estabelecer sua identificação comigo. Daí, segundo falávamos, o canal de nossa comunicação ia abrindo-se até a sua capacidade total, e cheguei a estar pronto para escutar sua mensagem.
E, qual era essa mensagem? Todos os AAs já a conhecem: a honestidade consigo mesmo, o que nos conduz a fazer, sem medo, opunham-se à ideia de que o alcoolismo fosse uma enfermidade, assim eu tinha que deixar de falar sobre o conceito de obsessão – mais – alergia. Eu queira a aprovação desses novos amigos e, por tentar ser humilde e útil, não era nem uma coisa nem outra. Pouco a pouco, dei-me conta, como o faz a maioria de nós, de que quando o ego interfere, impede a comunicação.
Necessitava de outra forte dose de desinflação e a obtive. Repentinamente, me dei conta de que, durante seis meses, havia fracassado completamente. Então, o Dr. Silkworth deu-me este brusco conselho: “Deixa de pregar, deixa de bater no tema da inusitada experiência espiritual. Conta tua própria história. Infunde nesses bêbados o quanto é prejudicial o alcoolismo do ponto de vista médico. Logo, talvez aceitem o que realmente queres dizer-lhes, Colocastes o carro na frente dos bois”.
O meu encontro com o Dr. Bob em Akron, foi meu primeiro contato com sucesso com outro alcoólico, segui ao pé da letra o conselho do Dr. Silkworth. O Dr. Bob não tinha necessidade de instrução espiritual. Isso, ele já tinha muito mais do que eu. O que ele necessitava era de uma desinflação profunda e a compreensão que só um alcoólico pode dar a outro. O que eu necessitava era de humildade suficiente para esquecer de mim mesmo e uma relação com um ser humano afim. Dou graças a Deus por havê-lo conhecido.
Uma das pioneiras ideias que o Dr. Bob e eu compartilhamos foi de que a verdadeira comunicação deve basear-se na necessidade mútua. Nunca deveríamos falar a ninguém em tom condescendente, muito menos a companheiro alcoólico. Nos demos conta de que todo padrinho deveria reconhecer humildemente suas próprias necessidades tão claramente como as de seu afilhado. Nisso estava a base do décimo Segundo Passo de A. A. para a recuperação, o passo no qual levamos a mensagem.
Nossa aventura seguinte na comunicação foi o livro Alcoólicos Anônimos. Após quatro anos de árduos esforços, havíamos estabelecidos três pequenos Grupos e produzindo menos de cem recuperações. Sabíamos que podíamos comunicar-nos cara a cara. Mas era um processo muito lento. Enquanto preparávamos o livro, todos se perguntavam. “Poder-se-ia levar a mensagem por meio da palavra escrita? Poderia o livro falar a linguagem do coração ao bêbado que o lesse?”. Não sabíamos, simplesmente esperávamos que assim o fosse. Mas agora o sabemos que sim.
Alcoólicos Anônimos foi publicado pela primeira vez em 1939, naquela época havia cem bêbados que haviam se recuperado em A. A. E só nos estados Unidos havia cinco milhões de alcoólicos e suas famílias que nunca haviam falar de Alcoólicos anônimos. Em outras partes do mundo talvez houvesse outros vinte milhões de alcoólicos. Como íamos comunicar-lhe as boas novas ainda que fosse só a uma fração deles? Agora tínhamos um livro a respeito de A. A., mas quase ninguém fora da Irmandade sabia da sua existência.
Tornou-se evidente que teríamos que contar com a ajuda da imprensa e do rádio, que necessitávamos recorrer a todos os meios de comunicação possíveis. Se interessariam esses meios em ajudar-nos? Se mostrariam amigáveis? Seria -lhes possível apresentar uma verdadeira imagem de A. A. ao alcoólico, suas famílias e seus amigos?
A resposta resultou ser afirmativa. No outono de 1939, Elrick Davis, um excelente jornalista, escreveu uma série de artigos sobre nós no Plain Dealer de Cleveland. Estes artigos descobriam com a sua agudeza o que o A. A. era e o que poderia fazer e poucos dias depois, várias centenas de bêbados inundaram com súplicas de ajuda o pequeno Grupo de A. A. de Cleveland. No ano seguinte, Jack Alexander escreveu seu famoso artigo sobre Alcoólicos Anônimos que apareceu em 1941 no Saturday Evening Post. E pela primeira vez vimos o que a comunicação na linguagem do coração podia significar em escala nacional.
O impacto deste artigo nos alcoólicos dos Estados Unidos, em suas famílias e no público geral foi tremendo. Em seguida, nos chegou uma avalanche de chamados para obter informações e ajuda – não centenas, mas milhares. Ficamos estupefatos. Estava claro que nossa mensagem de recuperação podia ser transmitida para todo país – se fizéssemos o que nos correspondia fazer.
Ao entrar nossa Irmandade em seu período de crescimento rápido, as Tradições de A. A. foram tomando forma gradualmente. As Doze Tradições informam nossos princípios de unidade, assim como os Doze Passos informam nossos princípios de recuperação. As Tradições expõem a melhor forma em que um membro de A. A. pode se relacionar como seu Grupo, o Grupo com outros Grupos, e o A. A. em seu todo com o mundo ao nosso redor. Expõem o que significa ser membro de A. A.; mostram a experiência de A. A. nos assuntos de autoridade e de dinheiro; nos advertem dos perigos das alianças comprometedores, do profissionalismo e dos nossos muitos naturais desejos de reconhecimento público. As Doze Tradições foram evoluindo lentamente durante uma época em que uma publicidade em grande escala estava fomentando a proliferação de novos Grupos a um ritmo vertiginoso. Naqueles dias, multidões de egos ávidos de poder corriam desenfreados entre nós, e nesta estrepitosa anarquia, que durante um tempo ameaçou levar-nos ao colapso, as Tradições finalmente serviam para levar-nos à ordem, à coesão e ao funcionamento eficaz.
As Tradições não são regras, nem regulamentos, nem leis. Não se podem impor sanções nem castigos a quem se infringe. Talvez esses princípios não se possam aplicar com êxito em nenhum outro setor da sociedade. Não obstante, nesta irmandade de alcoólicos, estas Tradições, ainda que não se possa forçar a ninguém a cumpri-las, têm uma força superior às leis. Já estão há vários anos em experiência e raras vezes temos visto desvios. Os poucos membros que insistiram em fazer omissão às Tradições não conseguiram fazer os outros seguirem seu exemplo. Obedecemos nossas Tradições com prazer porque são necessárias à sobrevivência de A. A. As obedecemos porque devemos e porque queremos. Talvez o segredo do seu poder esteja radicado no fato de que estas comunicações verificadoras brotam da experiência concreta e têm as suas raízes no sacrifício e no amor.
Já nos primeiros dias de A. A., começamos a nos dar conta de que a afinidade que tínhamos por haver sofrido do alcoolismo agudo não era suficiente por si só. Nos demos conta de que, para superar certas barreiras, nossos canais de comunicação tinham de se ampliar e de se aprofundar. Por exemplo, quase todos os primeiros membros de A. A. eram casos que hoje chamamos de fundo do poço e de ultimo gole. Quando começaram a chegar os casos leves ou pouco perturbados, costumavam dizer-nos: “Mas nunca estivemos na cadeia. Nunca estivemos em manicômios. Nunca fizemos essas coisas espantosas que os senhores contam. Talvez o A. A. não seja para gente como nós”.
Durante vários anos, os veteranos simplesmente não conseguiam se comunicar com esses companheiros. Logo, a partir da experiência, surgiu uma nova maneira de abordá-los. A cada novo caso mais leve, reforçávamos a opinião médica de que o alcoolismo é uma enfermidade mortal e progressiva. Ao falar-lhes nos concentrávamos nas primeira etapas de nossa carreira de bebedores. Lembrávamos o quão convencidos que estávamos de “poder nos controlar na próxima vez” que tomássemos uns goles. Ou de que nossa forma de beber era a culpada de certas circunstâncias desafortunadas ou do comportamento de outras pessoas.
Em seguida, levávamos o candidato a uma revisão daqueles episódios de nossas histórias que demonstravam o quão insidioso e irresistível é o processo da enfermidade. Indicávamos-lhes como, anos antes de nos dar conta, já havíamos ultrapassado o ponto donde não podíamos voltar atrás contando apenas com as nossas próprias forças e nossa própria vontade. Continuávamos destacando o quanto os médicos estavam certos em relação à evolução dessa enfermidade.
Lentamente, mas com segurança, esta estratégia começou a dar resultados. Os fundo do poço começaram a comunicar-se profundamente com os leves. E os do fundo do poço começaram a falar entre si. Quando os Aas de qualquer localidade recebiam em seu Grupo aos bêbados leves, o progresso com esses companheiros, ainda que fosse pouco, o resultado era muito mais fácil e rápido. É provável que quase a metade dos atuais membros de A. A. tenham se libertado dos últimos cinco, dez ou quinze anos de puro inferno, que nós do fundo do poço conhecemos tão bem.
No começo, foram necessários quatro anos para que o A. A. levasse a sobriedade permanente tão somente a uma mulher alcoólica. Como os leves, as mulheres também diziam que eram diferentes. Não obstante, ao ir se aperfeiçoando a comunicação, devido principalmente aos esforços das próprias mulheres, a situação foi mudando. Hoje em dia, nossas irmãs de A. A. podem ser contadas aos milhares.
O bêbado das favelas diziam que eram diferentes. Também se ouvia isso, porém mais presunçosamente do bêbado da elite. O mesmo diziam os artistas, os profissionais, os ricos, os pobres, os religiosos, os agnósticos, os soldados veteranos e presos. Porém, isso já faz muitos anos. Hoje em dia, eles falam do muito que no fim das contas nos parecemos, nós alcoólicos.
Em 1950, ainda que sem resposta para a importante pergunta: “Poderíamos comunicar nossa mensagem para países estrangeiros? Poderia A. A. superar as barreiras de raça, idioma, de religião, de cultura e de guerra? Poderíamos comunicar-nos com os noruegueses, os suecos, os dinamarqueses e os finlandeses? E com os holandeses, os alemães, os franceses, os ingleses, os escoceses e os israelitas? E com os africanos, e com as colônias ao norte da África, com os australianos, com os latinos, os japoneses, os hindus e os muçulmanos?
Isto era o que nos perguntávamos Lois e eu, quando nos dirigimos naquele ano à Europa e à Grã-Bretanha para ver por nós mesmos. Assim que desembarcamos na Noruega, soubemos que o A. A. podia chegar e chegaria a todas as partes. Não entendíamos nenhuma palavra de norueguês. Para nós, tanto as paisagens quanto os costumes, eram novos e estranhos. No entanto, desde o primeiro instante, havia uma comunicação maravilhosa. Havia uma incrível sensação de união, de estar completamente em casa. Os noruegueses eram dos nossos. A Noruega também era um país nosso. Eles tinham os mesmos sentimentos para conosco. Isso se podia ver em seus olhos.
À medida que íamos viajando de país em país, ia se repetindo uma vez após outra, esta aventura de compreensão e afinidade. Na Grã-Bretanha nos encontramos com mais extraordinário amor e compreensão. Na Irlanda, estávamos em perfeita harmonia com os irlandeses. Por todas as partes, era o mesmo. Era algo muito mais importante que um cordial encontro entre pessoas. Não era um mero intercâmbio interessante de experiências e de esperanças comuns. Era muito mais: Era a comunicação de coração para coração com admiração, com alegria e com gratidão eterna. Lois e eu soubemos então que o A. A. podia dar a volta ao mundo – e assim o fez.

(Fonte: Livro – Literatura de A. A. “A Linguagem do Coração” – paginas: 286 a 296)

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