CONSTRUIR PONTES SEM PERDER OS CAMINHOS

 

Por Dona Mara Silvia C. de Menezes, Cofundadora do Amor-Exigente

written by Thiago Biancheti 27 de abril de 2018

 

O documento final das Organização das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20 dispõe sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, na busca do desenvolvimento sustentável, por meio de ações coerentes e focadas. Após anos de estudos, aprovou-se o documento “Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, plano de ação com alvo nas pessoas (social), no planeta (ambiental) e na prosperidade (econômico).

A implementação desses objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) requer uma participação efetiva de todos,  envolvendo governo, sociedade civil, setor privado, ONGs, universidades, mídia, entre outros. Embora de natureza global, os ODS dialogam constantemente com as políticas e ações nos âmbitos regional e local, direcionando a atuação dos governantes e da sociedade civil para o protagonismo da conscientização e mobilização em torno das metas relativas aos cinco “Pês” da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável: Pessoas, Planeta, Prosperidade, Parceria e Paz.

O Programa do Amor-Exigente, no âmbito da Responsabilidade Social, com sua estrutura, conteúdo, metodologia e número de voluntários capacitados pela FEAE, tem todas as condições – e o faz – para participar desses ODS. Seu alvo são as pessoas que, na vivência da proposta, transformam-se em direção a ações éticas e mais justas, diminuindo a violência, a precarização de suas vidas e garantindo um futuro com mais qualidade de vida. Mas, ao mesmo tempo – e considero de extrema importância este item – nós, voluntários devemos nos preparar também para o trabalho em PARCERIAS, um dos fatores de sustentabilidade considerados pela Agenda 2030.

Neste século mutante, de mundo globalizado, as identidades estão em crise devido à multiplicidade de modelos e à fragilidade dos papéis das instituições. Então, a fragmentação social, que se apresenta, a partir de um paradigma horizontal, diferentemente da verticalidade do século anterior, só pode ser conciliada por pontes, parcerias que constroem uma ação integrada em que todos são importantes, numa rede que funciona, sem comando específico e adaptando-se, cada segmento, à criação de seus novos espaços e limites para repactuar a sociedade sob nova forma.

O AE precisa de outras instituições para as novas demandas dessa horizontalidade, que advêm das parcerias com a Educação, Saúde, Promoção Social, Sistema Penitenciário, Ministério Público, entre outros.

Temos de nos adaptar às parcerias sem descaracterizar nossa proposta. Experiências já estão acontecendo com ótimos resultados, mas ainda temos muito a aprender, principalmente para preservar a proposta e os trabalhos que aconteceram até agora.

Eis o nosso mais atual desafio: construir pontes, atendendo às demandas da comunidade, mas sem perder os caminhos norteadores do AE.

Por Maria Izabel Massoni, Coordenadora do Amor-Exigente em São José do Rio Preto/SP – edição n° 211 da REVISTAE – Abril/2017.

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