AUTOCOOPERAÇÃO

written by Thiago Biancheti 25 de outubro de 2018

 

Para o Amor-Exigente a essência da família e da sociedade reside na COOPERAÇÃO e não na convivência. Somos seres sociais, precisamos dar e receber ajuda.

De fato precisamos de Cooperação, mas como fazer para concretizá-la? Responsabilizamos os outros pela ausência de cooperação, afirmando que são preguiçosos, folgados, egoístas, etc. Vivendo os Princípios do Amor-Exigente, comecei a perceber que a vítima e o acusador que conhecemos no 5º Princípio (CULPA), não querem cooperação. E nosso COMPORTAMENTO (6º Princípio) não incentiva a Cooperação. Ou seja, boicotamos a cooperação e assim não cooperamos para que os outros cooperem conosco.

O boicote não é consciente. É que com a Cooperação não seremos mais vítimas. Ficaremos sem motivo para a autopiedade. Também o perseguidor não poderá criticar e acusar os outros pela falta de Cooperação. Como vimos no 5º Princípio, sem vítima e sem perseguidor não há jogo da culpa. Assim, com nosso comportamento de vítima e perseguidor, afastamos aqueles que querem cooperar conosco. Eis alguns dos comportamentos adotados para impedir a Cooperação: Eu dou conta sozinha(o); Você não sabe fazer; Sozinha(o) eu faço mais rápido; Você é muito pequeno para ajudar.

O comportamento crítico também afasta a cooperação. Ninguém gosta que só falhas sejam apontadas. Os críticos crônicos afastam os cooperadores. Somos seres humanos com características e histórias únicas. Os outros podem fazer melhor, pior, ou tão bem quanto fazemos. Jamais igual. Para piorar, não enxergamos o que o cooperador fez de bom. Mantemos o foco no negativo, só apontando os defeitos, o que desestimula qualquer um a nos auxiliar. E aí nos sentimos sobrecarregados e lamentamos a ausência de cooperação. Para completar, esquecemos que ninguém nasceu sabendo e não damos às pessoas a oportunidade de aprender.

Sugiro como meta, para outubro, a autocooperação, aceitando a cooperação das pessoas. Eis algumas sugestões: Peça ajuda de forma objetiva, as pessoas não são adivinhas. E não desanime com um não como resposta. É direito dele. Aceitar o não é exercício de humildade.

Aceite a ajuda oferecida, por menor que seja. Dê tarefas que o cooperador seja capaz de executar.

Use sua criatividade; lembre-se que cada ser humano é único e ninguém fará as coisas iguais a você. Farão tão bem, melhor ou pior do que você, jamais igual. Se preciso, ensine o cooperador. Autodidata é exceção e não regra. Elogie e reconheça o esforço do cooperador. Se preciso, corrija com delicadeza. Palavras são ferramentas que podem construir ou destruir um ser humano. Críticas ásperas acabam com qualquer iniciativa de cooperação. Use-as com sabedoria e amor, sem ofender o cooperador ou colocá-lo na defensiva.

Pare de sentir pena de você mesmo; pratique a autocooperação. Reconheça e elogie seus progressos; e, por fim, recomece sempre que voltar ao velho padrão de boicotar a cooperação.

Por Dra. Noemi Correa, Promotora da Vara da Infância e Juventude de Araraquara e Conselheira Consultiva do Amor-Exigente – edição n° 205 da REVISTAE – Outubro/2016.

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