Transformação

Ao ingressarmos em A.A. qualquer que seja o tamanho do nosso sofrimento, de nossas perdas, do que estamos deixando para trás cremos haver encontrado a solução, o remédio para os males que nos afligiam e, desesperados, desesperançados, dizemos: SIM ao que for que nos apresentarem; aceitamos sem titubear, sem medo de errar; acreditamos estar a salvo.
Isto ocorre em virtude do nosso instinto maior que é o da sobrevivência, o da conservação que é peculiar a todos os animais e afirmamos que não nos descuidaremos nem desertaremos.
À medida que vamos, a cada 24 horas, evitando o primeiro gole começamos a entender melhor sobre a doença, a Irmandade, o Programa e ao mesmo tempo perdendo o medo, nos sentindo protegidos, fortalecidos e confiantes.
Passamos a ter certeza de que nossa atividade, nossa boa vontade e o desejo de praticar o bem, nos beneficiarão espiritual e materialmente.
Quanto mais nos esforçarmos em prol dos companheiros mais venturosos seremos.
O propósito primordial, levar a mensagem, nossa busca pelo aperfeiçoamento intelectual e moral nos ajuda a enfrentar as dificuldades do dia-a-dia, nos enchemos de esperança e a certeza de que a sobriedade nada mais é do que a transformação em novo ser.
Enfim, acreditamos em nós mesmos!
Mas, como diz nossa Oração: devemos ter Sabedoria para distinguir e verificar de que lado estamos: do que crê, estuda e pratica os princípios ou daquele que, inadvertidamente, finge crer, somente ilustra o intelecto, através da literatura, sem que seja verdadeiramente tocado pela espiritualidade?
É possível identificar os que representam: são os que permanecem cheios de mágoas, rancor, medos, ressentimentos e se orgulham desse comportamento, mas os que procuram evoluir estão em busca de humildade, cooperação, respeito ao outro; vivenciam os princípios e colocam, como diz a 12ª Tradição, acima das personalidades.
Se assim não o fizermos, nos manteremos nos Grupos a vida toda, comparecendo às reuniões reclamando dos companheiros, acusando a sociedade e os familiares pelos desacertos, insatisfeitos com a vida que levam, achando sempre que merecem mais do que conseguem. Estaremos dentro do círculo, sem adentrar ao triângulo. Revoltados, rebeldes, queixando-se e sofrendo.
Cabe a cada um de nós, não só fazer o inventário moral, mas nos perguntarmos, com base nos Passos e Tradições de A.A.: – eu procuro compreender e aceitar meus companheiros? Entrego-me à vontade de Deus? Ou só penso NELE quando estou no sufoco? Admito minhas impotências? Procuro levar a mensagem de A.A.? Oro e medito? Coloco os princípios acima da personalidade? Sou sincero e honesto comigo mesmo e com meus companheiros? Estou integrado no Serviço?
É óbvio que o conhecimento, por si só, não nos torna santos de uma hora para outra, entretanto é necessário que compreendamos que somente alcançaremos nossos objetivos se tivermos o firme propósito de nos modificar, nos transformar moralmente e vivenciar o Programa de A.A.

Silvia

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