Onde está a qualidade? … Onde está a qualidade?

Certa vez um gerente de uma empresa deu a um supervisor uma imensa tarefa com um prazo curtíssimo para a entrega e perguntou ao subordinado: quantos homens você precisa para fazer a entrega dentro do prazo? Ouviu, então, a seguinte resposta: não preciso de nenhum homem, preciso de 10 profissionais. Com essa resposta ele deixava claro que precisava de pessoas qualificadas que poderiam ajudá-lo a desempenhar as funções necessárias para conseguir êxito em sua empreitada.

Quanto entendimento podemos tirar da resposta desse supervisor. De nada adianta ocupar funções se não estão qualificados para atender suas demandas. Isso vale para fora e para dentro de A.A. Conseguir pessoas capacitadas para cada função é um grande desafio em qualquer lugar. Na Irmandade temos um agravante, não conseguimos nossos servidores no mercado, independentemente de sua formação acadêmica, ele terá que ser formado em A.A.

Entramos nesse assunto por que estamos observando em vários estados do Brasil algumas manifestações, principalmente de membros antigos, tentando chamar a atenção para o baixo conhecimento que membros, e principalmente aqueles que se dispõem a servir, têm a respeito da história, dos Princípios e dos assuntos de A.A.

Alguns afirmarão que isso não passa de saudosismo. Talvez seja, mas isso não importa, assim, como para nós, não importa se tais manifestações são baseadas na verdade ou não. Queremos apenas trabalhar com a suposição que poderia ser verdade.

Se o conhecimento entre nós está com baixa qualidade, o que cabe é nada mais que um enorme “por quê”? Tentaremos relacionar algumas atitudes que poderiam nos levar a tal situação.

  1. A apatia do membro

Por que teríamos membros desinteressados? A única situação que podemos imaginar é que ele ainda não descobriu onde está. Veio ao A.A. para parar de beber e ainda não descobriu que na Irmandade “a maior dádiva que uma pessoa pode receber é um despertar espiritual.” Despertar este que vai gerar fé, amor e gratidão. Quando for invadido por essas forças, com certeza sairá da apatia para a ação.

 

  1. Servidores que não conhecem suas responsabilidades

Nesse caso, a coisa parece bem mais complicada. Podemos ter inúmeros motivos, como, por exemplo:

  • O membro que, por sua formação intelectual, se julga especial e por isso não vê a necessidade de ser apadrinhado.
  • Outro, por pura arrogância, também não aceita nenhum tipo de sugestão.
  • Aquele que por alguma frustração profissional, tenta dentro da Irmandade exercer o cargo de chefia, sem entender que só temos vaga para servidores.

Assim como o membro apático, esse tipo de “servidor” terá que descobrir as forças que o modo de vida de A.A. pode gerar; somente assim descobrirá o privilégio de servir. Esperamos que descubra rápido porque, como ele “entrega produtos de baixa qualidade”, causa mais danos à Irmandade do que os desinteressados.

  1. Grupos que não incentivam o crescimento individual

Os Grupos são os grandes responsáveis pelo desenvolvimento individual de seus membros. Se o Grupo não incentiva a leitura das nossas publicações; se não realiza reuniões com temas específicos; se não fala da necessidade de ter um padrinho; se não estimula a participação em eventos e se não valoriza os órgãos de serviço, estará contribuindo de “forma brilhante” para a baixa qualidade de conhecimento daqueles que estão pretendendo se recuperar do alcoolismo em suas dependências.

Colocamos uma pergunta no título desse artigo, mesmo sem darmos uma resposta categórica, não podemos terminar sem citá-la.

Onde está a qualidade? Sugerimos nunca deixar de procurar. Ela pode estar na próxima reunião, na próxima leitura de um dos nossos livros, na próxima abordagem, no próximo pedido de apadrinhamento, e em outros lugares que você pode imaginar. Queremos arriscar mais um palpite: ela está, principalmente, dentro de você apenas esperando por um pequeno toque, que poderá despertar aquelas força espirituais que farão de você o melhor membro de A.A. que você puder ser. Não abra mão disso e assim ajude seu Grupo-base a ser o melhor Grupo que ele puder ser.

Lembre-se: “… aprendi que o temporário ou aparentemente bom pode muitas vezes não ser aquilo que é sempre o melhor. Quando se trata da sobrevivência de A. A., nem o nosso melhor será bom o suficiente”.

FONTE: Passe Adiante – Boletim Informativo da Área 33 – Minas Gerais – Ano 5- Nº 28 – Novembro / Dezembro de 2018 – Página 4

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